Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Outro dia

Outro dia

26
Nov18

...

Bast

Este fim de semana, dediquei um tempinho para fazer algumas compras já para o Natal. Não por se tratar da black friday, mas porque já tinha destinado uma horinha para ir ao centro comercial por um outro motivo e aproveitava para espreitar e escolher já alguns presentes.

Soube-me bem este passeio sozinha... ver lojas, passear pelos corredores enfeitados pelas luzes de Natal, parar e beber um café com calma... sentia falta disto. Não das compras em si, mas deste bocadinho só meu em que me lembrei que também sou mulher e que ainda gosto de ver roupas, malas e sapatos, embora as minhas compras estejam muito mais conscientes.

Contudo ainda no fim de semana, li alguns posts em blogs sobre este assunto da moda e do minimalismo... imagens e casas imaculadamente brancas, onde se respira tranquilidade, decoração nordica, conceitos de armário capsula com 30 peças (num dos blogs, em cada peça estava o link da loja com um código promocional... mas isso são contas de um outro rosário)... Parei de ler, olhei o caos que estava a minha sala, os brinquedos espalhados da minha filha e pus-me mesmo a pensar se o minimalismo era mesmo o que estava ali naquelas linhas que eu ia lendo.

Apesar de ter a minha casa num caos cheio de tralha para arrumar como já aqui disse e de ter um armário com muito mais peças do que as 30 ou 45 do tão aclamado armário cápsula, eu considero-me, com toda a honestidade, uma pessoa minimalista. 

(vou esperar uns segundos para que consigam parar de rir e recuperem o folego...)

 

Ora bem... para mim o minimalismo vai além de ter apenas um prato para cada pessoa que viva lá em casa; um armário com apenas um par de cuecas para cada dia da semana e uma decoração imaculadamente branca, com moveis sem nada em cima a não ser a mera da plantinha. 

A minha casa está cheia de moveis, de louças, brinquedos e outras coisas tantas, mas considero-a minimalista, porque não tenho nada a mais do que aquilo que uso. E para mim, o verdadeiro conceito de minimalismo é este: termos o que usamos e usarmos o temos. Eu uso aquelas louças e a minha filha brinca com aqueles brinquedos. Deitar os meus moveis fora para ir comprar uns brancos ao Ikea mais próximo ou descartar coisas em bom estado, não é minimalismo mas sim desperdicio. 

Há uns dias, uma amiga minha (fervorosa adepta do minimalismo), dizia-me que ia comprar um conjunto de chávenas de café para colocar ao lado da máquina no seu chamado 'cantinho do café'. Sabendo eu que ela tinha outras chávenas de café e até bem giras perguntei-lhe porque é que ia ter esse gasto... porque quero umas brancas, minimalistas e estas coloridas não servem esse propósito. Eu considero-me minimalista, porque teria usado as que já tinha e estavam em bom estado... 

Hoje vou dar um jantar em casa, e vou usar as minhas loiças, porque gosto de ter uma mesa bonita e não vejo em como é que isso vai contra os tais ideais do minimalismo. Eu não vou comprar mais coisas para guardar em casa... vou usar o que tenho.

Eu considero-me minimalista, quando agradeço todos os dias pelas coisas boas que tenho, em vez de andar sempre a ansiar pelo que não tenho, como se ter as coisas dependesse a minha felicidade. Sou minimalista quando aproveito as luzes de Natal e o sol de Outono para passear pela cidade com a minha filha. Quando aproveito eventos gratuitos para ir com ela. Quando ficamos em casa nas tardes de chuva a brincar com todos aqueles brinquedos... como fizemos no fim de semana.

 

 

 

07
Nov18

Porque é que uns conseguem e outros ficam parados?

Bast

Pergunta a propósito de algumas pessoas, apesar das dificuldades e negas que tiveram na vida, conseguiram superar-se, dar a volta e chegar onde queriam (algumas mais longe até...)

Respondi prontamente que era porque os segundos se resignam. Porque acreditam mais nos outros quando lhes dizem que não é possível ou que não conseguem... do que neles próprios. 

A ideia desta questão era fazer-me pensar a mim própria, sobre mim e o meu caminho... mas e quando quem não acredita em nós não são os outros e sim nós próprios? Quando todos nos dizem que somos bons no que fazemos, que temos o perfil certo, que temos que ir à luta e confiam em nós, mas somos nós, cá no nosso intimo que sentimos que não somos assim?

Como lutamos contra nós próprios e aquilo que sentimos de mais intimo no nosso peito?

Quando, até nos damos o beneficio da duvida, arriscamos, mas depois os resultados não chegam... ? 

 

02
Nov18

2018

Bast

Este ano, fui anotando ao longo dos meses as coisas que fui fazendo ou que me foram acontecendo de forma a chegar ao final e perceber aquilo que, apesar de na altura parecer pouco, afinal de contas se traduziu em coisas boas ou que contribuiu algo maior que me tenha acontecido.

Hoje fui espreitar para ver a quantas anda isto:

Janeiro: Fiz trabalhos em artesanato e projectos pequeninos de DIY, que ainda que não tenha dado grande continuidade, serviu para descobrir algo que me relaxa e de que gosto muito.

Fevereiro: Resolvi contactar todos os credores dos meus créditos e renegociei, revi planos de pagamentos, refiz orçamentos e iniciei um novo plano financeiro. A par disto recebi uma proposta da seguradora com quem trabalho para um projecto de mediadores que queriam iniciar.

Março: A par da proposta anterior, um antigo colega de trabalho contactou-me e iniciamos uma parceria no âmbito desse mesmo projecto.

Abril: Fui para Lisboa para formação, deixando a bebé com 6 meses ao cuidado do pai: o maior desafio pelo que passei até hoje. Percebi que era mais do que mãe. A par disto fiz uma formação com a minha irmã e amigas, completamente fora da minha área profissional, em horário pós laboral, o que me ajudou a conhecer gente nova e me deu contactos para coisas que surgiram posteriormente.

Maio: Conclui no Porto a formação que iniciei em Lisboa, conheci gente nova com áreas de negócio completamente diferentes da minha e tirei finalmente o CCP (uma coisa que queria muito e que estava constantemente a adiar, por falta de confiança, medo e sei lá mais o quê)

Junho: Graças ao plano financeiro que tracei, paguei uma conta que vinha a adiar há imenso tempo. Oh yeah...

Julho: Mês do meu aniversário, concluí o ccp, apresentei o meu PIP e fui aconselhada a enveredar pela área, uma vez que gostaram muito do meu trabalho (e andava eu a adiar)

Agosto: Férias. O mês mais parado ever...

Setembro: Fomentei parceria com uma colega, agendamos reuniões, fizemos contactos novos... ganhei coragem e criei uma página profissional no facebook... enfim: foi mês de plantar e espero vir a colher no futuro...

Outubro: Primeiro aniversário da minha pequenina... e a par com algumas desilusões no trabalho, percebo, com gratidão, que as mesmas podem ser usadas a meu favor: há que aprender com os erros, certo? 

Novembro: Inicio um curso pequenino de marketing digital, que espero me ajude a dinamizar o negócio nas redes e expandir a coisa e um curso de desenvolvimento pessoal.

 

E que continue assim... 

 A par disto, tenho ainda outros projectos e ideias que pretendo por em prática... mas aquilo que quero reter aqui é que, a partir do momento em que arrisquei, perdi o medo e parei de adiar as decisões, as coisas, ainda que devagarinho, foram acontecendo... 

Chego ao fim de 2018 com o coração renovado e cheio... está a ser, sem duvida, um bom ano.

 

02
Nov18

Idas ao supermercado

Bast

Ainda sobre a ida ao supermercado...

Já repararam na velocidade com que o funcionário do caixa passa as coisas no tapete, e nos atira com o valor final? E nós ali, com as compras atulhadas, a enfiar tudo para dentro dos sacos aos calhas, sem saber se interrompemos para pagar, se acabamos de arrumar antes de tirar a carteira... se as bananas vão chegar a casa amassadas pela embalagem do amaciador da roupa... 

Tiro a carteira, faço o pagamento, recebo os 245 talões que o funcionário me passa para a mão junto com o troco e atiro tudo para dentro da mala... e volta de acabar de enfiar as compras todas para dentro de um saco... sob stress, enquanto que a pessoa atrás de mim da fila me olha de lado para eu me despachar... já a atirar com as coisas dela para cima das minhas...

Mas o que é isto??.. saio de lá com os nervos esfrangalhados.

E ir ao fim de semana está fora de questão, que o caos ainda costuma ser maior. Ah, se me perguntarem qual a tarefa doméstica que menos gosto: é a de ir às compras. 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D